sábado

Dançando no Escuro ou Como Aprendi a Gostar da Björk



Até o lançamento de Dancer In The Dark no Brasil eu não gostava nem um pouco dela.

Na real, nunca tinha conseguido ouvir uma só música inteira e também não fazia questão.

Quando lançaram o filme, pensei logo que seria uma tremenda cagada pois além de ter a dita cuja no papel principal era dela também a trilha sonora. Pra piorar, o filme ainda é um musical e, salvo algumas exceções, eu abomino musicais. Mas o filme tinha dois prós que me levaram ao cinema: além da participação da minha diva número um Catherine Deneuve, a direção é do fodão Lars Von Trier.

Quis conferir de perto e caí do cavalo. O filme é MARAVILHOSO, mesmo sendo muito, muito, muito, muito triste. Saí do cinema arrasada, louca pra me entorpecer com alguma coisa e parar de chorar. Fui direto pro banheiro e encontrei mulheres aos prantos, com os olhos borrados e os narizes vermelhos.

Fiquei mal por uma semana, mas como sou fã de sofrer no cinema foi um prato mais do que cheio.

Fiquei extremamente emocionada com o roteiro, com a atuação da Björk, principalmente com a trilha sonora e assim nasceu meu caso de amor com essa figura tão singular.
Essa mulher é extremamente talentosa e, pra quem ainda pensa o contrário, sugiro que assista ao filme.

A trilha tem faixas bem a cara dela, óbvio, com elementos eletrônicos reproduzidos lindamente com palmas e sapateados. As minhas preferidas são "My Favorite Things", que ela canta enquanto aguarda na cela, já quase louca com tanto silêncio, e "Dear Gene", que é a coisa mais doce do universo.

Veja o filme e se apaixone. Ouça o filme e morra de amores.

O vídeo é de I Seen It All


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