sexta-feira

Into The Wild



Cara, esse filme é um tiro no peito.


Dirigido pelo Sean Penn, narra a história verídica de Christopher McCanless, um jovem recém admitido na faculdade e inconformado com a futilidade das pessoas.



Avesso ao consumismo e fã de Lord Byron e Tolstoi, Chris acreditava que somente em comunhão com a natureza o homem pode encontrar a verdadeira felicidade. Em busca de seu sonho transcendente, abandona a faculdade logo no primeiro semestre, doa todo o dinheiro do curso à uma instituiçào de caridade e sai por aí rumo ao Alasca. Não diz à família seu paradeiro nem suas útimas palavras e assume nova identidade.


No caminho, queima seu carro e o resto do dinheiro. Faz belas amizades, deixa saudades por onde passa e a marca de suas convicções. Até chegar no Alasca faz esse percurso à pé, de trem, inúmeras caronas e até de caiaque.


Ao fundo, seu passado é narrado pela voz da irmã, que sofre de saudades. E suas emoções, narradas por Eddie Vedder numa trilha sonora encantadora, de arrepiar e derramar lágrimas, juntamente com a diva das cordas Kaki King e Michael Brook.


A fotogafia é maravilhosa, a interpretação de Emilie Hirsch é impecável e Sean Penn surpreendeu dirigindo este filme, baseado no livro homônimo do jornalista Jon Krakauer.


É de um lirismo melancólico que me fez passar dias com uma dorzinha no peito, uma vontade de chorar, lamentação e ódio de uma natureza tão impiedosa, tão wild.
Preparem os lenços.


Antes eu olhava pro Edie Vedder e tinha vontade de pular pelada em cima dele. Agora eu olho e tenho vontade de chorar. O cara teve a moral de trilhar esse filme tão lindamente, com tanta emoção que já virou meu tesourinho mais ainda.


Com vocês, Garanted.


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