quarta-feira

500 Days of Summer




Se eu pudesse mudar a trilha sonora desse filme não tiraria nenhuma música do lugar.

Nenhum outro filme fez uma cena de karaoke mais bacana do que a da fofa master, a Summer do filme, cantando Nancy sinatra com sua dancinha linda e seus enormes olhos azuis. Se eu estivesse lá naquele momento, certamente estaria com a mesma cara boba do Tom, outro fofo, bebinho e cambaleante no Pixies que não podia ser música mais apropriada.

E tudo o que toca é bom de ouvir.

Tem outra versão de Here comes Your Man, pela Meagan Smith, que ficou deliciosa.

Sobre Smiths, que eu amo demais, não preciso nem falar. A cena do elevador fala por si. E depois, na versão de She and Hin, tão gostosamente melancólica quanto os próprios-

E aquilo, né: Black Lips no rocabilizinho delícia, Regina Spector, fofura total no comecinho do filme e no meio também em cenas da mais profunda docura e tristeza, The Doves que é aquela coisa súper preguiça que eu sempre ponho pra ouvir numa tarde de domingo, Carla Bruni cantando que mais parece que tá comendo um creme bem docinho, na cama, depois de tranzar. Hall and Oats na magnífica cena do Tom todo feliz depois da primeira noite com Summer, como se o mundo inteiro compartilhasse da sua felicidade explícita. Tem Feist na sua famosa Mushaboon e Kevin Michael, pra fechar com chave de ouro no melhor da balada-de-salão-pra-dançar-de-rosto-colado.

Mas é impossível falar só da trilha porque é impossível não se apaixonar por esse filme.

Fiquei pensando que a Summer é muito como os outros me vêem: independente, corajosa, segura, aberta, desapegada. No fundo eu SOU assim, mas muitas vezes ESTOU totalmente Tom: boba, romântica, insegura e tímida. As melhores fases da minha vida são quando estou SummerTom: um pouco de cada e na medida certa. Bom mesmo é o equilíbrio, sempre. Já fui Summer e já tive uma Summer também, então falo com propriedade: uma Summer precisa de outra Summer porque se tiver um Tom, ah, ele vai sofrer. Também já fui súper Tom e já tive um Tom também e, com a mesma propriedade eu digo: tudo o que falta num Tom é perceber e acreditar que ele é muito mais.

Mas a maior lição do filme (sim, filmes bobos para meninas românticas também têm algo a dizer!)veio nas palavras da irmã do Tom: seu relacionamento não pode ser medido apenas pelos momentos bons. Tudo tem que ir pra balança e, quando for a hora, você tem que aceitar que tem que cair fora e se fortalecer novamente.


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