terça-feira

Babel, Donnie Darko e seus efeitos borbleta


Babel é um flme genial. Na intersecção de histórias dos quatro cantos do mundo, mais uma vez o efeito borboleta, a teoria do caos, aparecem.

É ridículo negar que somos fatos isolados. Que nossas vidas são independentes de qualquer coisa que façamos.

O mundo é uma enorme teia de possibilidades regidas pelo livre arbítrio humano. Ser este que, tão ego- isticamente, acha ser o livre arbítrio algo extremamente singular.

Se um simples assoar de nariz pode gerar uma revolução microscópica, imagine o resultado das atitudes que tomamos no dia-a-dia. A vida é feita de escolha, portanto, feita de erros e acertos. Ou seja, metade da vida é feita de cagadas.

Decidir o que é melhor pra sua vida certamente vai influenciar muitas outras. A sua vida é minha vida também, simplesmente porque eu sou parte de você.

É muito pequeno pensar que a minha vida só a mim pertence, porque se tudo o que existe no universo tem a mesma fonte de origem, tudo se pertence. E se tudo se pertence e coexiste, todos são correspnsáveis pelo caos e pela ordem, essa incrível dinãmica de geração e destruição por onde evoluímos.

Só existe a nobreza porque existe a pobreza. O bem e mal. O belo e o feio. Essa dualidade universal, esse Yin e Yang infinito, a polaridade da criação, tudo isso é realmente fascinante.

E dá-lhe Murphy. Já que tudo tem 50% de chances de ser sim e os outros 50% de ser não, veja se, a partir de agora, começa a escolher direito os rumos da tua vida. E da minha também.

Babel ganhou oscars de melhor filme e melhor trilha sonora. O primeiro, responsabilidade do fodão Alejandro Gonzalez (21 gramas, Amores Brutos), o segundo, do meu queridinho Gustavo Santaella ( Diários de Motocicleta, Amores Brutos, Brokeback Montain).


A trilha tem dois discos.

Ambos são excelentes.

Tem trilha pras quatro histórias do filme. As do Marrocos são belíssimas. As do México, divertidíssimas. E as do Japão não deixam a desejar, principalmente a versão pista de September.




O mesmo ocorre em Donnie Darko, só que, dessa vez, o enredo é diferente.

O filme tem um ar sombrio, bizarro, mas não menos questionador.
Tudo começa com o dia em que Donnie deveria ter morrido num acidente em sua casa mas não morreu, pois na mesma noite, pra seu primeiro espanto, acorda de pijamas num lugar bem diferente da sua cama. A partir daí, começa a ver que a vida é muito mais do que a maioria das pessoas que o cercam pensa. E vê que tudo está em constante movimento, transformação e que coincidências não existem.

O elenco é indiscutível. Jacke Gyllenhaal, Patrick Swaiyze, Noah Wyle, Drew Barrimore, Jena Malone...

A trilha também é bem diferente da de Babel, mas um prêmio aos meus ouvidos, pois é recheada com os melhores clássicos dos anos 80. Não por acaso, o filme começa com Killing Moon, do Echo and The Bunnyman (não haveria banda com nome mais sugestivo).

Ouça. Faça a sua parte. Escolha música de qualidade.


Você vai adorar. Ou não.

Eu vi, ouvi e agora estou aqui, comentando pra que vc ouça também. É o meu bater de asas causando um terremoto no Japão. Tenho certeza.










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