
Tem tanto tempo que eu quero falar dessa OST, mas sabe como eu, meu drama com os Coem: a dificuldade de falar de coisas nonsense sem parecer punheta intelectual, mas tenho ouvido tanto e falado tanto desse filme ultimamente (pessoas em comum asistindo, gravei pra uma pá de gente e virou assunto de novo) que acho que agora vai ser mais fácil.
Pra começar que o Dude é aquele anti-herói que acaba virando seu herói justamente por isso. O cara é o MAIS figura. O cara não faz mais nada da vida a não ser curtí-la à sua maneira: jogando boliche com seus amigos igualmente figuras (o esquentadinho traumático de guerra Walter me fez rolar de rir inúmeras vezes), fumando um quando e onde quer que seja, curtindo seu apê com banhos de banheira à luz de velas e tomando uma birita.
Só que o cara se fode quando descobre que um homônimo seu é um baita de truqueiro, envolvido em mil tretas e sangue ruim pra caralho. Aí ele se envolve numa onde de sequestros, subornos, mulheres, polícia, pancadaria, alucinações e por aí vai.
É divertidíssimo como eles criam as cenas de quando dude leva um coro ou chapa a cuca de alguma coisa. Ele sempre entra numa piração de que tá voando em cenários psicodélicos, mil mulheres, um barato. Bem a cabeça viajandona dele mesmo.
E o som, dude, o som é demais. Tem o som que o próprio Dude ouve, tipo Creedance, Bob Dylan (The Man in Me, que abre o filme), essa coisa toda hippie que é ducaralho. Tem a cena do escroto do Jesus no boliche e sua dancinha formidável ao som da melhor versão de Hotel California que é a transloucada dos Gipsy Kings (vai o vídeo aí embaixo pra dar aquela vontade de assitir o filme todo), a maravilhosa Dead Flower ultra country e que eu adorei com Townes Van Zandt, tem uma ótima do Elvis Costelo. As instrumentais também são muito boas, tipo Stamping Ground, tem minha indiscutível Nina Simone e as transloucadas Ataypura (Yma Sumac, tá ligado?) e Meredith Monk gemendo gostoso em Walking Song. Tipo, tem de um tudo.
Vai lá e depois me conta.

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